O que você mais valoriza nessa vida?

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Nós somos parecidos com aquilo que mais admiramos.
O apóstolo Paulo tinha um testemunho de vida impressionante. Certa vez, enquanto ele se lembrava de como era a sua vida – um homem conhecido, reverenciado e admirado -, escreveu: “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda por causa de Cristo” (Filipenses 3.7 – NVI). De repente, em um momento, em uma experiência de viagem, a perspectiva de Paulo em relação à vida era mudada.

O encontro que Paulo teve com Jesus transformou-o completamente. Ele foi mudado na maneira de pensar, de sentir, de ver o mundo, de viver no dia a dia e de se relacionar com as pessoas. Se, do lado de fora, ele parecia ser a mesma pessoa (muitos ainda tinham medo daquele homem de altura mediana e nariz proeminente), do lado de dentro, Paulo era um outro homem.
Se antes ele gostava de ostentar os seus títulos – “circuncidado ao oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à lei, fariseu” (Fp 3.5), no momento em que ele escrevia a carta aos Filipenses, ele diz que os títulos que ele possuía não lhe valiam mais nada, antes, haviam perdido toda a importância e valor; pior, Paulo os considerava como esterco! O maior sonho de Paulo não era o de ganhar mais títulos, mais aplausos, mais admiradores, mas, sim, “ganhar Cristo” (Fp 3.8).
O encontro com Jesus não muda, necessariamente, a aparência externa das pessoas, mas muda obrigatoriamente o coração. Aquilo que antes era importante perde o valor; aquilo que antes era admirado passa a ser desprezado; aquilo que antes era atrativo torna-se repugnante; aquilo que antes era desejado não tem mais brilho. O único desejo da pessoa é ganhar Cristo! Ou como o apóstolo Paulo escreveu: “Quero conhecer Cristo, o poder da Sua ressurreição e a participação em Seus sofrimentos, tornando-me como Ele em Sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Fp 3.10).
A experiência com Jesus transformou até mesmo o modo de falar de Paulo. Se antes, nas suas palavras, ele ostentava quem ele era, depois de Cristo, as suas palavras apontavam para quem Cristo era. Cristo tornou-se o assunto de Paulo nas conversas, nas viagens e nas cartas, quer ele estivesse gozando de liberdade, quer ele estivesse atrás das portas de uma prisão.
Na sua última carta, por exemplo, Paulo revelou as profundas marcas que Jesus havia lhe deixado no coração. Ele não estava gozando férias em uma maravilhosa praia do Mediterrâneo, mas estava preso em uma fétida prisão de Roma. Em vez de se lamentar ou de conversar sobre outros assuntos, ele escreveu mais uma vez sobre aquilo que lhe era mais caro: “Na minha primeira defesa, ninguém apareceu para me apoiar; todos me abandonaram. Que isso não lhes seja cobrado. Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças, para que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada e todos os gentios a ouvissem. E eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o Seu Reino Celestial. A Ele seja a glória para todo o sempre. Amém” (2Timóteo 4.16-18 – NVI).
Paulo transpirava Jesus! Quer estivesse livre, quer estivesse preso, ele se lembrava de Jesus, falava sobre o Senhor e adorava a Deus. Ele “colocava para fora aquilo que ele já tinha colocado para dentro”. Ele falava daquilo que lhe enchia o coração.
E você? O que tem enchido o seu coração? O que você “tem colocado para fora” em suas conversas formais e informais? Em que poço você tem ido buscar a sua água? O que você mais valoriza na sua vida? (Nós somos parecidos com aquilo que mais admiramos).

Pr. Gustavo Bessa [Blog dos Bessa]
Fonte: Lagoinha.com

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