Aprovação de Jó

Foto: Jean Assis
Deus permitiu que Satanás agisse contra Jó, destruindo seus bens, seus filhos e sua saúde. Mesmo sendo um servo de Deus, ele sofreu perdas terríveis. Não devemos pensar que vamos ganhar sempre. As perdas fazem parte da vida. Todos perdem alguma coisa em algum momento. Afinal, todas as nossas conquistas materiais serão perdidas, pois, como disse Paulo, nada trouxemos para este mundo e nada levaremos dele (1 Tm 6.7).
Entretanto, não estamos acostumados a perder. Desenvolvemos naturalmente um grande apego por pessoas e coisas. Se perdemos, é normal que fiquemos tristes e angustiados. Não precisamos fazer de conta que nada aconteceu. Porém, não podemos nos entregar a sentimentos negativos permanentes como a amargura e a mágoa. As perdas nos fazem ver quais são nossos principais valores.

Se alguém perdeu os bens materiais, mas não perdeu a família, deve agradecer a Deus. Se não perdeu a saúde, agradeça a Deus. Se a única coisa que lhe restou foi a vida, agradeça também.
Jó sofreu grandes perdas, mas não perdeu a fé. Este foi o segredo da sua vitória. A fé foi o seu patrimônio espiritual, mantendo seu vínculo com Deus.
Satanás tinha uma expectativa e um propósito em seus ataques: que Jó deixasse de ser fiel a Deus.
Por outro lado, o próprio Deus tinha uma expectativa: que Jó resistisse até o fim.
Jó foi avaliado algumas vezes, antes e depois de suas perdas. No início, foi registrado que ele era homem justo, íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1.1). O próprio Deus fez esta declaração (Jó 1.8), da qual Satanás não teve como discordar. Se houvesse algum motivo de acusação, aquele seria o momento oportuno, mas nada havia que pudesse ser apresentado contra Jó.
E depois das perdas? Nova avaliação. Vamos ver como está Jó… E o texto nos informa: “Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (Jó 1.26). Ele continuava sendo um homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal. As mudanças foram exteriores, mas o seu coração continuava fiel.
Satanás esperava que Jó blasfemasse, mas ele adorou ao Senhor. Devemos adorar a Deus em toda e qualquer situação, pois isto agrada o coração do Pai.
Depois das perdas, a recuperação não foi imediata. A ferida acontece num instante, mas a dor pode durar muito. Ele precisou suportar o sofrimento durante algum tempo, cuja duração não sabemos dizer. Era um tempo para refletir e aprender. Sua crise pessoal fez surgir muitos questionamentos que só terminaram quando ele teve um encontro com Deus. Sua tribulação produziu experiência e crescimento espiritual.
Finalmente, chegou o tempo de recomeçar. A oração foi um elemento importante naquele momento:
“O Senhor virou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía” (Jó 42.10).
Que o Senhor nos ajude a suportar tudo quanto nos sobrevém. Que a nossa fé seja fortalecida a cada dia para que possamos ser aprovados como Jó, para a glória do nosso Deus.

Pr. Anísio Renato de Andrade
Fonte: Lagoinha.com

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