Por que perdemos as bençãos?

Foto: Internet
Às vezes perdemos muitas bênçãos porque não damos o devido valor a tudo que recebemos constantemente de Deus. Ele nos abençoa no casamento, no trabalho, com filhos, com a igreja, com Jesus e o Espírito Santo etc. Contudo, com o passar do tempo, nos acostumamos e nos esquecemos de ser gratos a Ele, e, consequentemente, corremos o risco de perdermos muito do que recebemos.
Há uma pequena história que se conta sobre o poeta Olavo Bilac, que ilustra essa nossa negligência muito claramente. Diz-se que um amigo dele pediu-lhe que escrevesse o anúncio sobre um sítio que queria vender, então Olavo Bilac escreveu o seguinte:
“VENDE-SE ENCANTADORA PROPRIEDADE, ONDE CANTAM OS PÁSSAROS AO AMANHECER NO EXTENSO ARVOREDO, CORTADA POR CRISTALINAS E MAREJANTES ÁGUAS DE UM RIBEIRO. A CASA BANHADA PELO SOL NASCENTE OFERECE A SOMBRA TRANQUILA DAS TARDES, NA VARANDA.”

Passado algum tempo, ao encontrar o amigo, Olavo Bilac perguntou se o anúncio surtira efeito e se ele havia vendido o sítio, ao que ele respondeu: Você está brincando, você acha que eu ia vender um sítio maravilhoso como aquele!
Murmuração e Ingratidão
Assim somos nós. Somos guardados e abençoados por Deus e não exercemos o verdadeiro reconhecimento e, além de ignorarmos que a poderosa mão de Deus é que nos ajudou, muitas vezes reclamarmos que não está bom. Que a vida está medíocre. Queremos mais. É a murmuração como a que reinava no coração dos israelitas no deserto. Deus fez grandes milagres por eles, como por exemplo abrir o mar vermelho, mas eles naufragaram no seco, no deserto, no mar da sua murmuração e ingratidão. Será que não estamos fazendo o mesmo, ou seja, com uma eterna insatisfação com tudo, inclusive com Deus, e estamos, por isso, sem rumo no deserto da vida.
Praticamos assim o pecado da ingratidão e magoamos o coração de Deus, e, o que ainda é pior, quando achamos que tudo que alcançamos foi por nosso próprio esforço. Vejamos o que a palavra de Deus diz sobre nossas realizações:
“Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus” (2 Coríntios 3.5 NVI).
“pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele” (Filipenses 2.13 NVI).
Eu tinha um amigo que dizia “duas vezes é perdido, o que ao ingrato é concedido”. Com a nossa ingratidão podemos perder as bênçãos e enfraquecer e até mesmo perder a amizade do Senhor nosso Deus.
Reclamamos do carro e esquecemos de que antes andávamos de ônibus; reclamamos dos filhos e esquecemos o tanto que ansiamos pela vinda deles; e também daqueles que clamam a Deus por um filho; reclamamos do trabalho e nos esquecemos de quando estávamos desempregados; reclamamos do pastor e nos esquecemos de quando éramos como ovelhas perdidas sem pastor; enfim, reclamamos de tudo e de todos até da Igreja cujo líder e cabeça é o Senhor Jesus. Só nós não nos julgamos culpados de nada. Achamos que somos sempre inocentes vítimas.
Quando murmuramos estamos dizendo que Deus é um incompetente, que não sabe fazer as coisas direito. Nada contra querer melhorar de vida, mas sem deixar de reconhecer que até aqui quem nos ajudou foi o Senhor e que o que temos deve ser colocado a serviço do Reino.
Devemos ser gratos a Deus por tudo que Ele tem feito por nós: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1Tessalonicenses 5.18 ARC)“. Mesmo que pareça pouco o que temos, devemos saber que o pouco com Deus é muito. Gideão com apenas 300 homens venceu milhares de Filisteus e também Davi com apenas uma pedra venceu o gigante Filisteu que aterrorizava o exército Israelita, e intimidava até o rei Saul. Isso porque Deus estava com eles, Gideão e Davi, e eles estavam a serviço de Deus e não de si.
Não colocamos as bênçãos recebidas a serviço do Reino 
Por outro lado, por causa dessa constante preocupação com o nosso próprio mundo, com nosso reino terrestre, caímos no comodismo e não colocamos essas bênçãos a serviço do Reino de Deus e negligenciamos coisas importantes que Deus nos dá. Esaú foi um que fez isso, menosprezou as bênçãos e se arrependeu amargamente:
“Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos; que não haja nenhum imoral ou profano, como Esaú, que por uma única refeição vendeu os seus direitos de herança como filho mais velho. Como vocês sabem, posteriormente, quando quis herdar a bênção, foi rejeitado; e não teve como alterar a sua decisão, embora buscasse a bênção com lágrimas” (Hb 12.15-17).
Outro que agiu equivocadamente menosprezou e colocou as bênçãos a serviço do mundo, em vez de servir a Deus, foi Sansão, e por isso, sofreu amargamente, chegando a servir de palhaço nas mãos dos seus inimigos. Só se redimiu, mesmo assim com sua morte, quando se arrependeu e se voltou inteiramente para Deus. Poderíamos citar também Saul, Judas e outros mais que se desviaram dos propósitos de Deus, e por isso mesmo, não só perderam bênçãos, mas amargaram o fracasso. Que não precisemos ser grandemente atribulados para corresponder as bênçãos de Deus, devemos, isso sim, ser bênçãos em suas mãos.
Por outro lado, a Graça que recebemos de Deus é um presente para ser usado, não é para ficar guardado numa gaveta. Exemplificando, é como se ganhássemos um ano de academia grátis e não usássemos para sermos sarados. Na vida espiritual é assim também. Temos que querer, precisamos agir para mudar de vida e Deus ainda nos dá um personal trainer para nos orientar e ajudar na transformação de vida, é Ele mesmo, o Senhor Espírito Santo.
“Jesus nos chama para a ação: E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.27 ARC)
Seria interessante não chamarmos as pessoas a somente aceitarem Jesus, mas devíamos perguntar quem quer seguir a Jesus. Que não sejamos apenas admiradores de Jesus, mas seguidores de Jesus.
Amém!

Pr. Lúcio Barreto (pai)
Fonte: Lagoinha.com

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