A morte sob a ótica das escrituras

Ah, a morte! Quem gosta de falar dela? Mas não temos como fugir. Um dia ela chega, ela vem. E vem sem avisar, e vem para todos: rico, pobre, preto, branco, pardo, de qualquer nação, povo, língua. Estamos todos na fila e cada um tem a sua senha. Só não sabe quando será chamado.
A morte não é e nem nunca foi o plano primeiro de Deus para o homem. Ela nada mais é que uma consequência de uma escolha errada do homem pelo pecado, ainda no jardim do Éden, depois de o Pai tê-lo criado. A partir então dessa escolha errada do homem, como que uma espada foi colocada sobre sua cabeça. Ele foi sentenciado. E morte aqui a qual me refiro não é a física, mas a eterna. Só duas pessoas apenas não enfrentaram a morte: Elias, que fora arrebatado, transladado, e Jesus, que ainda que sepultado, não pôde ser contido pela sepultura, pois ressuscitara. Mas cada um de nós, mais cedo ou mais tarde, partiremos. A menos que sejamos recolhidos pelo Senhor por ocasião do arrebatamento, se já somos salvos em Cristo Jesus.

Muitas são as visões e teorias sobre a morte e cada religião, cada pessoa, tem a sua. Mas o que as Escrituras têm a dizer a respeito? Minha oração ao Pai é que não só compreenda, mas que seu coração seja consolado com a verdade de que a morte não é o término de todas as coisas. Não é ela que tem a palavra final. Jesus venceu a morte. É dele a palavra final.
O que a Bíblia fala a respeito da morte? Jesus Cristo falou muito sobre a morte. Em João, capítulo 11, verso 25, houve um momento quando, de uma forma bem clara, Jesus abriu o coração e fez uma declaração, dizendo: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá”.
Jesus não é só o abençoador, não é só o que perdoa e que escreveu o nosso nome no Livro da Vida. Ele é a ressurreição e a vida. Jesus venceu o nosso maior inimigo, que é a morte.
Foi no primeiro dia da semana que ele ressuscitou, e no momento que ressuscitou, ele quebrou o poder e o domínio da morte, outorgando a todos os que O recebem o dom maravilhoso da vida eterna. Por isso disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá”.
A morte aqui mencionada não é a física – tanto que Adão e Eva não morreram instantaneamente quando comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A morte, portanto, não foi a queda do corpo, mas o aniquilamento, a separação eterna. Foi uma morte espiritual. O pecado separou o homem de Deus.
A morte vem não só para aqueles que são muito pecadores; ela vem para todos. Fica claro, portanto, que a morte veio para todos, todos estão sob a sentença, sob o juízo da morte. A partir do momento quando nascemos, estamos como que numa contagem regressiva até a morte. Só não sabemos quando, onde, como, mas que ela virá. É uma sentença irrevogável. A menos do ponto de vista espiritual. Mas a história não termina aí…
A morte é inevitável. Mas não é o fim definitivo. Repare o que Paulo escreveu ao seu filho na fé, Timóteo, em sua segunda carta, capítulo 1, verso 10: “E manifestado agora pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte como trouxe à luz a vida e a imortalidade mediante o evangelho”.
Tão interessante! A morte, sim, é dolorosa, difícil de aceitar, algo incompreensível. Mas para nós que temos o Senhor ela não é tão terrível; para aqueles que têm o Senhor, a morte é uma porta que se abre. Por isso, o Senhor disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim…”
Jesus venceu a morte. A morte morreu por que Jesus a venceu. Ele a venceu. Ele a aniquilou. Tragada ela foi. Ele tem as suas chaves, as chaves da morte. Não temos, portanto, que temê-la. Porque ela não representa o fim, mas o início.
Deus abençoe!

Pr. Márcio Valadão
Fonte: Lagoinha.com

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