O imperativo da unidade cristã

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O apóstolo Paulo está preso e algemado na antessala do martírio, mas sua atenção não está voltada para si mesmo. Havia alegria em seu coração (Fp 4.4,10), mas sua medida ainda não estava cheia. Um grau mais elevado de unidade, de humildade e de solicitude em família podia completar o que ainda faltava no cálice da alegria de Paulo. Seu principal anseio não era a rápida libertação da prisão, mas o progresso espiritual dos filipenses. Sua alegria, não vem de suas condições pessoais, mas da condição da igreja de Deus. Mesmo preso, Paulo diz que a igreja de Filipos era sua alegria e coroa (Fp 4.1). Suas orações em favor dos cristãos filipenses eram orações alegres (Fp 1.4). Mas, agora, o apóstolo deseja que o cálice da sua alegria transborde e por isso ordena: “Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma cousa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento” (Fp 2.2). Paulo não pode estar alegre enquanto o espírito de facção existir nessa generosa igreja de Filipos. Paulo exorta aqueles irmãos para que tenham unanimidade de coração. Não se trata da unanimidade formal que se consegue manter mediante pelo poder de veto; trata-se daquela unanimidade sincera de propósitos, pela qual ninguém deseja impor um veto sobre as pessoas.

Aquela mesma igreja que estava comprometida com Paulo no apoio missionário, dando-lhe conforto e sustento financeiro, estava sendo ameaçada por divisões internas e isso estava toldando a alegria no coração do velho apóstolo.
Como a igreja poderia completar a alegria de Paulo?
Em primeiro lugar, demonstrando unidade de pensamento (Fp 2.2). A unidade de pensamento não é uma coisa fácil de alcançar, especialmente onde as pessoas têm uma mente ativa e um espírito independente. O verbo grego phronein usado aqui para definir “o pensar a mesma coisa” aparece nesta carta dez vezes, enquanto aparece apenas mais treze vezes em todas as demais epístolas. Usando a palavra phronein, Paulo não tem em vista o “pensamento” teórico do teólogo, mas o pensar prático, subordinado ao querer. Aqui se trata do “pensamento” que conduziu o Filho de Deus do trono da glória para a vergonha da morte na cruz! Se todos “pensarem” da maneira como Jesus Cristo também pensou, como ele morreu por pecadores, não poderão se separar; hão de apegar-se aos irmãos. Fica claro que a palavra phronein traduzida aqui por “mente” denota não uma capacidade intelectual, mas uma ação e uma atitude moral. Obviamente, “ter uma só mente” não significa que os crentes têm que concordar em tudo; em vez disso, cada crente deve ter a mesma atitude de Cristo (Fp 2.5).
Em segundo lugar, demonstrando unidade nos relacionamentos (Fp 2.2). Os irmãos da igreja de Filipos precisam ter o mesmo amor uns pelos outros, igual ao que Cristo tem por eles. O amor de Cristo o trouxe do céu para a humilde condição da natureza humana, para morrer na cruz em favor dos pecadores. Muito embora os crentes não podem fazer o que Cristo fez, eles podem seguir seu exemplo, quando expressam o mesmo amor na maneira de lidar uns com os outros.
Em terceiro lugar, demonstrando unidade espiritual (Fp 2.2). A igreja precisa ser unida de alma. Jesus orou para que todos aqueles que creem possam ser um como ele e o Pai são um (Jo 17.22-24). Essa frase significa dois corações batendo como se fosse um só. Na igreja de Deus não há espaço para disputas pessoais. A igreja não é um concurso de projeção pessoal nem um campeonato de desempenhos pessoais. A igreja é um corpo onde cada membro coopera com o outro, visando a edificação de todos.
Em quarto lugar, demonstrando unidade de sentimento (Fp 2.2). A igreja precisa ser ter o mesmo sentimento. A igreja é como um coro que deve cantar no mesmo tom. Os crentes não são competidores, mas cooperadores. Eles não são rivais, mas parceiros. Eles não estão lutando por causas pessoais, mas todos estão buscando a glória de Deus.

Pr. Hernandes Dias Lopes
Fonte: Lagoinha.com

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