A classificação dos anjos e suas funções

Eliseu-Antonio-Gomes_Belverede-os serafins adoradores
Voltamos a abordar o estudo de angelologia em nossa série. O fascínio que é o estudo dos anjos se torna mais atrativo quando abordamos a classificação dos anjos e sua hierarquia no reino celeste. Os anjos são ainda figuras importantes em muitas outras tradições religiosas do passado e do presente, por isso para estudarmos a classificação dos anjos tomaremos como base a Bíblia Sagrada.

Anjos
A palavra anjo é normalmente usada para abordar de forma genérica as criaturas celestes, mas é também expressão de uma das classes desses seres. Essa classe tinha a incumbência de servir como mensageiros de Deus.

A principal de todas as aparições na Bíblia é, o anúncio do nascimento de Cristo. Na ocasião um anjo de nome Gabriel, apareceu a virgem Maria, anunciando o nascimento do “filho do altíssimo” (Lucas 1.26). O mesmo anjo anunciou também o nascimento de João Batista (Lucas 1.19).

Apesar de entendermos que os anjos constituem a classe celestial de seres menos poderosos, é importante saber que, na visão de Deus, não existe o maior ou o menor.

Arcanjos
É o nome dado ao ser que ocupa a segunda classe em sua hierarquia celestial. Arcanjos existem em diversas tradições religiosas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. A Bíblia cita apenas o nome de um arcanjo: Miguel.

Na palavra arcanjo o termo “ARC” significa, príncipe. Portanto Arcanjo quer dizer príncipe dos anjos.

No novo testamento a voz de um arcanjo e som da trombeta de Deus serão sinais da segunda vinda de Cristo (1 Tessalonicenses 4.16).

A respeito do número de arcanjos há uma imprecisão teológica. Alguns estudiosos acreditam que existe apenas um arcanjo – o arcanjo Miguel (Daniel 10.13; 12.1; Judas 9) – outros acreditam que exista mais de um arcanjo.

Querubim
Criatura alada que constitui a classe hierárquica dos anjos e talvez a mais complexa de todas as criaturas celestes. Aparece pela primeira vez na no Jardim do Éden, quando foram colocados “para guardar o caminho da árvore da vida” (Gênesis 3.24). Porém as referencias bíblicas nos deixam duas questões – quanto a sua função e seu aspecto.

A Bíblia não deixa clara a função do querubim porém a análise das passagens bíblicas nos levam a acreditar que eles representavam a guarda da santidade divina, ou seja, eles eram representantes da santidade de Deus e da rejeição ao pecado.

Havia dois querubins nas extremidades do propiciatório (cobertura) da arca do pacto no tabernáculo; e, no templo, as tapeçarias do lugar santíssimo eram lavradas com figuras de querubins (Êxodo 26).

É difícil contemplar o aspecto destes seres. A razão humana e a imaginação destes seres são imprecisas. Ezequiel a melhor descrição que ele poderia dar em sua capacidade humana.

“E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles, quatro asas. (…) e as plantas dos seus pés, como planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido (Ezequiel 1.6) (…) uma semelhança de mão de homem, debaixo de suas asas (10.8) (…) cada um tinha quatro rostos: o rosto do primeiro era rosto de querubim, do segundo rosto de homem, do terceiro, rosto de leão e do quarto, rosto de águia (10.14)”.

Serafim
Pode se dizer que os serafins são ministros representantes da glória e soberania de Deus. Eles servem a Deus diretamente em seu trono. Cada um desses seres possuem seis asas. Com duas delas cobrem o rosto, com duas cobrem os pés e com duas deles voam (Isaías 6.2).

A visão destes seres celestes pode ser deslumbrante, já que são eles que formam a guarda pessoal de Deus (não que Ele precise de guardiões) e atestam a glória da Divina Trindade. Com isso concluímos que são grandíssimos em poder e criaturas tão belas que a concepção humana não pode comparar.

Fonte: http://www.marcofeliciano.com.br/

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