Felizes para sempre

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Sempre quando eu me machucava, quando criança, algum adulto dizia “quando casar sara”. Muitas vezes depois de um tombo, do joelho ralado, do dedão esfolado no asfalto, ou após uma queda de bicicleta alguém dizia “quando casar sara”. Levei a sério essa frase. Tive diante de mim vários tipos de casamentos. Vi diante de mim casamentos castradores, onde os cônjuges se sentiam podados em seus sonhos e desejos. Vi casamentos que aprisionava os cônjuges, onde até os filhos se sentiam presos diante de um pai tirano que ditava o ritmo do lar mais como um quartel do que uma família. Vi casamentos vingativos onde os cônjuges ficavam trocando acusações e sempre usando palavras rudes e chulas para machucar e cutucar velhas feridas. Vi casamentos infelizes aos montes.

Mas, lá no fundo sempre acreditei no casamento. Sempre levei a sério a expressão “quando casar sara”. De fato sara. O casamento para mim sarou várias feridas emocionais e me fez sorrir diante da vida. Curou a minha solidão. Sempre almejei ser feliz ao casar e contrariar os pessimistas que relatavam uma lista de razões para não casar. Contrariei. Casei. Fui curado. Assim como eu, muitas outras pessoas foram curadas ao se casarem. Casamento tem seu risco, afinal de contas vamos dividir muito mais do que as escovas de dente, como se fala por aí, vamos dividir a vida, os sonhos e planos. Casamento é coisa séria. Mas, essa seriedade do compromisso dos casamentos não pode roubar a alegria da presença do cônjuge. Sempre pensei e gostei de ver as pessoas que casaram bem. Eles demonstravam alegria e felicidade.
O jornal Folha de São Paulo trouxe a tona esse tema na reportagem “Felizes para Sempre”, relatando que cientistas sociais ratificaram que as pessoas casadas são mais felizes que os solteiros. Esse estudo foi realizado nos EUA e comprovou que as pessoas casadas apresentaram níveis elevados de felicidade. Os benefícios do casamento que a reportagem apresenta são curiosos. Casar-se com o melhor amigo pode ser um dos segredos da felicidade conjugal.
Esse é um dos benefícios do casamento, a amizade. A amizade no casamento espanta a solidão, um dos maiores males dos solteiros. A solidão gera infelicidade. O estudo mostrou que as pessoas que veem o seu cônjuge como amigo obtém o dobro de satisfação diante das situações da vida. Na área profissional o casamento é importante também, inclusive para os homens, que ganham mais do que os solteiros por conta da estabilidade familiar oriunda do casamento. O estudo revelou que as pessoas casadas fazem mais sexo; que as pessoas casadas cuidam mais e melhor da saúde, pois se preocupam com exames preventivos e são estimuladas pelo cônjuge a se cuidar.
Como nem tudo pode ter só notícias boas, o lado negativo é que a pesquisa mostra que os casados tendem a ganhar alguns quilos ao longo dos anos de casado, devido à estabilidade que não exige mais a procura de novos parceiros e a acomodação natural após o casamento (Jornal Folha de São Paulo, Equilíbrio, C6, quarta-feira, 21 de janeiro de 2015). Afinal, casar faz bem!
O matrimônio deve trazer bem estar para o casal. O casamento só pode nos fazer feliz, pois assim foi que Deus quis. Deus nos planejou para nos unirmos à pessoa que ele colocou no nosso caminho e vida, para nos unirmos a ela, para nos fundirmos, para nos tornarmos uma só carne. O casamento é uma instituição divina e, por isso, se mantém mesmo diante de tantos ataques. Essa pesquisa só vem corroborar com o que a Bíblia nos ensina sobre vida conjugal. Estar ao lado da pessoa escolhida por Deus, ciente de que o que “o que Deus uniu não separará o homem”, é motivo de alegria e felicidade (cf. Mt 19:6). Os casais deveriam investir mais na amizade com seu cônjuge, pois a amizade dá suporte emocional para que ambos superem as crises da vida. A amizade é vital no casamento, pois a amizade com a pessoa que tem um elo de amor com você é capaz de te apontar caminhos, mostrar o que seus olhos não estão vendo. A amizade nos ensina a lealdade conjugal e a cumplicidade, que serão os combustíveis para que o casamento supere os anos e as décadas. A amizade é importante na relação, pois a rotina matrimonial é uma máquina para provocar divórcios. É necessário finanças em dia, saúde, vida profissional estável, sexo, amor e muita amizade. Mário Quintana dizia que “A amizade é um amor que não morre”.
É lindo ver casais de idosos de mãos dadas, que viram os anos se passando, viram as rugas se instalando, viram os filhos saindo de casa, viram as crises passando, viram as batalhas sendo vencidas, viram o vigor físico diminuindo, viram o apetite sexual desaparecendo, mas continuam firmes no propósito de amar. O tempo passou e por tanto se amarem são amigos íntimos. O amor verdadeiro nos leva a uma relação de amizade, pois amizade vem da mesma raiz de amor. Só ama quem é amigo, e só é amigo quem se dispõe a amar.
Quem vive para amar o cônjuge e semeia amor em sua relação só colherá amor, amizade e felicidade. Se você casou com sua melhor amiga (o) invista mais nessa relação amor-amizade e sejas mais e mais feliz. E se você não casou com sua melhor amiga (o), corra atrás e faça do seu cônjuge seu (sua) melhor amigo (a). quem ama casa, e quem casa com quem ama desfruta da felicidade. Que as pessoas vejam em nós que os nossos casamentos nos fazem pessoas melhores e mais felizes, pois nossos casamentos tem um tempero a mais, o maior amigo de todos: Jesus. Que sejamos felizes para sempre. Que a cura do casamento sare outras pessoas. “Quando casar sara”, e sara mesmo. Que os anos passem e o amor permaneça sarando e o amor sempre aumente. Os que são curados pelo amor e vivem amando desfrutam de uma relação longa e feliz e poderão sempre dizer que serão “felizes para sempre”.

Jeferson Rodolfo Cristianini – pastor batista voltado para o ministério com juventude
Fonte: Lagoinha.com

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