FAMÍLIA: LUGAR DA GLÓRIA DE DEUS

Nos dias atuais, temos visto a família sendo influenciada por uma série de conceitos prejudiciais aos relacionamentos, abalando sua estrutura.
A mídia ensina trapacear, ludibriar, maridos serem infiéis à esposa, esposas serem infiéis ao marido. Não vemos uma novela que coloque em evidência uma família padrão, onde um homem confronte seu colega de trabalho, porque está sendo infiel à esposa.
Não vemos, nem veremos, porque cada vez mais a desestruturação familiar será enfocada pelos meios de comunicação. Está aberta, portanto, a oportunidade de optar por não nos tornarmos filhos da desgraça.

Precisamos entender que se faz urgente a necessidade de um retorno aos princípios sagrados, à vida de Deus. Todo homem, principalmente aquele que adquiriu uma nova identidade de fiel seguidor desses princípios, por ter sido alcançado por eles, deve honrar seus compromissos, ter uma vida decente, pois a Palavra nos molda a uma vida de excelência.
Se fugirmos destas influências que nos corrompem, então a nossa casa será a sede do avivamento, será um pedacinho do céu e um Altar de adoração ao Eterno. Contudo, é importante observarmos três aspectos que tornam possível esse alvo familiar: renúncia, ter uma seleção criteriosa e alvos de edificação.
1. Renúncia
Todo alvo de edificação pessoal e familiar envolve renúncia. Muitas imagens e palavras podem contaminar nossa alma, portanto devem estar na lista de renúncias a serem feitas, tais como: revistas de sexo explícito que induzem a prostituição e adultério, músicas com letras que instigam a infidelidade, conversas picantes e outras formas de contaminação.
Não podemos deixar que nosso coração seja contaminado (Provérbios 4:23). Se na sede dos sentimentos está depositado o que não é lícito, toda a família será atingida. Toda sujeira precisa ser renunciada para que a família seja preservada.
2. Seleção Criteriosa
Precisamos criar o hábito de selecionar aquilo que vamos deixar entrar em nossa alma. Deixar de assistir a novelas para dedicar-se à leitura de bons livros, por exemplo, é um bom hábito a ser desenvolvido. Ao levantar e ao deitar, leia a Bíblia. Ouça músicas de edificação à sua alma e ao seu espírito.
Se há em nós o desejo de vermos as mudanças acontecendo em nossa casa, precisamos deixar velhos hábitos e cultivar novos. Não ouça mais músicas mundanas e sim louvores ao Senhor.
Até mesmo as músicas eruditas devem passar por alguns critérios para serem aceitas em nossa casa, pois quando nos detemos na história de vida de seus autores vemos que alguns deles denotavam características depressivas. Precisamos, portanto, descobrir quais são as músicas que alimentam o espírito e edificam a alma e encher a nossa mente de dados que trazem edificação.
Vemos, portanto, que a renúncia de tudo que pode alterar a boa condução da dinâmica familiar deve estar aliada a uma seleção criteriosa que possibilita a vivência de hábitos saudáveis inseridos neste contexto diante do que foi deixado como algo nocivo.
3. Alvos de Edificação
Antes de estabelecermos alvos de edificação é necessário arrancar de nossa casa os pontos de contato que possibilitam a maldição instalar-se. São pontos de contatos com demônios, por exemplo, os objetos que podem ser adquiridos em lojas que vendem artigos de Nova Era, como gnomos, pirâmides, cristais, pedras que foram consagradas, quadros... É necessário destruí-los.
A Bíblia nos instrui que: “As imagens esculpidas de seus deuses queimarás a fogo; não cobiçarás a prata nem o ouro que estão sobre elas, nem deles te apropriarás, para que não te enlaces neles; pois são abominação ao Senhor teu Deus. Não meterás, pois, uma abominação em tua casa, para que não sejas anátema, semelhante a ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, pois é anátema”. (Deuteronômio 7:25-26)
I Coríntios 10:14-22 diz: “Portanto, meus irmãos, fujam da idolatria”. Paulo está falando para a Igreja, ou seja, você pode ser crente e ser idólatra, apegado a seus ídolos particulares.
Fuja da idolatria! Olhe o que ele diz: “Falo como a criteriosos, julgai vós mesmos o que eu digo, porventura o cálice da bênção, que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós embora muitos, somos unicamente, um pão, um só corpo, porque todos participamos de um único pão. Considerai o Israel segundo a carne, não é certo que aqueles que se alimentam dos sacrifícios são participantes do altar?”
Se é do Altar de Cristo que você participa, você se torna um com Cristo. Veja, agora, o que diz o versículo 19: “...que digo pois, que o sacrifício a um ídolo é alguma coisa? Não, ou que o próprio ídolo tem algum valor? Não. Antes digo que as coisas que eles sacrificam não sacrificam a Deus, mas a demônios e eu não quero que vos tornem associados aos demônios, não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios, não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios, ou provocaremos o zelo do Senhor. Somos por acaso mais fortes do que Deus? Não, ou não sabeis que o ídolo não é alguma coisa, mas o que esta por trás do ídolo são demônios”.
Portanto, não permita esse tipo de contato. Deseje que sua casa seja cheia da glória de Deus. Se o que você está na sua casa não lhe pertence, não faça nada. Precisamos aprender a andar por legalidades. Primeiro leve a pessoa a ter o entendimento deste princípio e isso só se torna possível através da vida de Jesus.
Quando essa pessoa conhecer a mensagem redentora, o sacrifício de Jesus por toda a humanidade e reconhecê-lO como Senhor e Salvador de sua vida, então virá o entendimento de que tudo que ela tem em casa, mesmo que seja de alto valor econômico e afetivo, é nada diante do Deus Todo-Poderoso.
A linguagem também pode ser um ponto de contato atraindo a ação de demônios. Palavras negativas liberadas atraem a desordem. Quando depreciamos nossos filhos com palavras, lançamos sementes de maldição que ficam plantadas em seus corações.
O lar deve ser ponto de contato para a glória de Deus, portanto precisamos ter alvos de edificação que mostrem que só o Senhor é Deus sobre nossa casa. Isso acontecerá se houver plena dedicação à oração; devemos orar, diariamente, com o cônjuge, com os filhos, em família.
Ter uma palavra que ministre graça aos que estão ao redor é manifestar a glória de Deus no lar (Efésios 4:29). Conhecer a vontade do Pai, dedicando-se à leitura da Palavra e livros que enriqueçam nosso viver diário levará toda a família rumo aos propósitos dAquele que é Senhor.

Fonte: MIR  

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