Administrando conflitos

Enquanto o egocentrismo leva uma pessoa a considerar-se a mais importante, o centro do mundo, o egoísmo é manifestado por um apego excessivo a si mesma que faz com que ela busque, de maneira exclusiva e calculada, a satisfação de seu prazer e seus próprios interesses, mesmo em detrimento do bem-estar e dos interesses alheios.

Na Bíblia, vemos que os egoístas, a fim de conseguirem o que desejavam, foram capazes de matar ou destruir pessoas e famílias. A rainha Jezabel e o rei Acabe exemplificam isso. Jezabel mandou matar Nabote por causa de uma vinha que o esposo dela, Acabe, cobiçava (1 Rs 21). Atente, porém, para o terrível fim de Jezabel, registrado em 1 Reis 21.23 e 2 Reis 9.30-37.

Todo egoísta vive num universo fechado constituído pelo seu eu. Seu relacionamento com as pessoas que o rodeiam é alterado de acordo com as vontades e os desejos dele, que visam somente ao seu bem-estar. O egoísta nunca se preocupa com seu próximo ou pensa neste, não tem outra referência a não ser ele mesmo, tem um apego exagerado a si próprio, é demasiadamente ciumento, incapaz de negociar em caso de dissensão, de aceitar um compromisso, rever uma opinião ou escutar a do outro. Ele despreza o ponto de vista alheio — apenas o seu é que conta. Por último, e mais importante, o egoísta suscita e mantém conflitos porque não satisfaz às necessidades dos outros.

É essencial saber que a base dos relacionamentos interpessoais é precisamente o fato de que cada indivíduo coopera para a satisfação das necessidades do outro. No tocante às convenções sociais, podemos chamar isso de “contrato relacional”. Ninguém basta a si mesmo. Todo ser humano precisa do outro. Portanto, necessita manter relações sociais.

No Éden, Adão devia sentir-se frustrado ao tentar estabelecer uma conversa com algum animal. As necessidades fisiológicas do primeiro homem eram satisfeitas com a bebida, a alimentação, o sono, e as espirituais, por Deus, mas faltava a Adão um contato direto com outro ser humano para o homem ter suas necessidades emocional e intelectual supridas.

Deus, em Sua sensibilidade, apercebeu-se disso, constatando que não era bom que o homem estivesse só (Gn 2.18). Assim, Ele criou Eva. Desde então, e enquanto o ser humano existir, sempre buscará satisfazer suas necessidades espirituais, emocionais, físicas e materiais. Isso é normal e saudável. Mas o que o Senhor nos ensina é fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem (Jo 13.34).

Deus os abençoe ricamente.

Por Pra. Elizete Malafaia

Fonte: Verdadegospel.com

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