Fiquem atentos!

Foto: internet
Numa linguagem simples e direta, esta expressão traduz como Jesus responde à pergunta de seus discípulos acerca da Sua volta. O diálogo inicia em Mateus 24 e prossegue até o 26, em que podemos perceber que a “última Páscoa” estava bem próxima e estes eram, portanto, os últimos dias do Seu ministério terreno.
Fiquem atentos, enquanto esperam a minha volta! Fiquem atentos aos desabrigados, aos abandonados, aos encarcerados para que sejam ministrados em suas necessidades. Fiquem atentos, pois eu não poderei mais abraçar e acolher essas pessoas se não for através de vocês.
Há muito busco perceber como alguns vestígios da Graça Divina, bem como da Queda Humana se manifestam em textos e outras obras de Arte que atravessam séculos e gerações. De que forma o clássico Mogli, o menino lobo nos fala sobre a presença de Jesus?

A história começa quando o acampamento onde estavam os pais do menino foi atacado por um tigre e ele, ainda pequenininho, tem de se virar sozinho na selva hostil. Não fosse pelo cenário, o leitor concluiria que eu estivesse falando de nossos meninos e meninas da vida real que lutam para sobreviver ao distanciamento familiar, à miséria, às catástrofes, ao abandono.
Mogli foi encontrado por um lobo que, contrariando a todas as expectativas e instintos, junto a sua matilha o acolhe e educa tornando-se a sua família. O enredo fictício e improvável é um espelho da Graça real e abundante, refletindo o que Cristo fez por nós e que devemos continuar fazendo de forma a tornar vívida a Sua presença neste planeta e pelos quatro cantos do Brasil.
No país do “Cristo Redentor” onde crianças sem família perambulam pelas ruas ou são abandonadas à beira de  lagoas e hospitais é preciso estender os braços e acolher. É preciso ser braço e abraço para as crianças que adormecem em nossos colos de tanto esperar nas creches, nas escolas de educação integral e até mesmo em casa, pelos pais que não sabem ser pais.
Somos lobos e lidamos com nossos próprios instintos. Mas em nossa fraqueza é que a Graça se esparrama! E cada um de nós, individual e coletivamente, somos chamados a ser e viver em família para oferecermos segurança e abrigo aos que são órfãos de Deus. Além da alegria que podemos desfrutar dessa comunhão, um dia seremos chamados pelo irmão mais velho e ouviremos de Sua própria boca:
“Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me” (Mt 25.35)

Por June Ribeiro – Ultimato / Lagoinha.com

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