Superando as injustiças sociais – eleições 2014

Nos últimos dez anos, o Brasil tem testemunhado a criação de um conjunto de políticas públicas que buscam superar injustiças sociais pela promoção da inclusão de grupos historicamente marginalizados política e socioeconomicamente. Podemos citar, como exemplo, a Lei de Cotas no Ensino Superior (Lei no 12.711, de 29 de agosto de 2012) e nos concursos públicos (Lei no 12.990 de 10 de Junho de 2014), a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006) e o Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010).
Muito embora o princípio da igualdade esteja assegurado no artigo 5º da Constituição Federal de 1988, não há consenso político em torno da necessidade de se criar políticas afirmativas para superar desigualdades de sexo, raça e socioeconômicas na sociedade brasileira. Alguns veem como positivo esse conjunto de ações que visa reduzir as diferenças numa estrutura social que privilegia sujeitos e setores que já estão em vantagem há anos. Outros defendem políticas universais que melhorem o acesso aos bens e serviços públicos e privados para todos indiscriminadamente, sem diferenciar as pessoas pelo sexo, cor da pele e/ou status social.

Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9) e nos ensina a tratar a todos igualmente, sem qualquer tipo de discriminação (Dt 10.17; 16.19; 2Cr 19.7; Jó 34.19; Pv 28.21). Por isso, em contextos de desigualdade, a Bíblia nos exorta a atuarmos como agentes promotores de justiça para com os desfavorecidos e em situação de desvantagem socioeconômica.
Após libertar o povo de Israel da escravidão no Egito (Êx 6-12), Deus usou os egípcios para abençoarem materialmente os hebreus. O povo levou comida, objetos de prata e ouro, roupas, grandes rebanhos, enfim, tudo o que precisava para começar uma nova vida de liberdade na presença de Deus (Êx 12.31-38). Aquele povo até então excluído foi social e economicamente incluído pela mão poderosa de Deus.
O Deus de Israel ensinou seu povo a promover justiça para com os servos e os pobres que vivessem entre eles. “Se for vendido um teu irmão hebreu ou irmã hebreia, seis anos te servirá, mas no sétimo ano o libertarás. E, quando o libertares, não o deixarás de mãos vazias; liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu lagar; conforme o Senhor teu Deus tiver abençoado lhe darás” (Dt 15.12-14). E, “quando no meio de ti houver algum pobre, dentre teus irmãos, em qualquer das tuas cidades na terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a mão a teu irmão pobre. Antes, lhe abrirás a tua mão, e certamente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade” (Dt 15.7,8).
Deus se agrada e abençoa aquele que promove a justiça. “Livremente lhe darás, e não fique pesado o teu coração quando lhe deres; pois por esta causa te abençoará o Senhor teu Deus em toda a tua obra, e em tudo no que puseres a mão” (Dt 15.10-11). “Aquele que dá liberalmente se torna mais rico; mas o que retém mais do que é justo se empobrece” (Pv 11.24). Por outro lado, aquele que é indiferente e não atua contra a exclusão peca diante de Deus.“Guarda-te, que não haja palavra perversa no teu coração, dizendo: Vai-se aproximando o sétimo ano, o ano da remissão; e que o teu olho seja maligno para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada; e que ele clame contra ti ao Senhor, e que haja em ti pecado” (Dt 15.9).
Assim, como cristãos, não podemos ser indiferentes em relação a homens e mulheres em desvantagem socioeconômica, seja pela diferença de sexo e raça, seja pela posição social. Deus nos ensina, na Palavra, a promovermos ações que incluam os excluídos em alguma medida da esfera política, social, econômica e cultural. Por isso, ao escolher seu(sua) candidato( a) a deputado(a), senador(a), governador( a) e presidente(a), observe se ele ou ela defendem a justiça social e propõe políticas que incluam os cidadãos desfavorecidos em nosso país. Acesse o site do Tribunal Superior Eleitoral e os links “eleições 2014” e “sistema de divulgação de candidaturas”, procure seu candidato e leia programa de governo dele. Então, escolha e vote consciente.

Fotos: Internet
Viviane Petinelli
Fonte: Lagoinha.com

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