O contentamento é um aprendizado

contentamento
“Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hebreus 13.5)
Ao escrever a sua epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo falou sobre a importância do contentamento e revelou que isto é uma virtude que devemos desenvolver. O contentamento não aparece imediatamente ao novo nascimento. É algo que aprendemos (leia Filipenses 4.10-14). Quando examinamos o contexto dessa referência, percebemos que Paulo estava em tribulação, ou seja, com necessidades materiais. Os irmãos intervieram com uma ajuda, uma oferta amorosa para o seu sustento, e ele lhes disse que ela veio ao encontro de suas necessidades do momento, ou, como ele mesmo denomina, da sua pobreza. Contudo, o apóstolo não reclama da sua privação, mas diz que ele aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação.

Observe isto: ele aprendeu o contentamento, o que significa que, no início da sua carreira cristã, ele ainda não o possuía. E onde foi que ele aprendeu a praticar esta virtude? Em meio à abundância ou em meio à falta? É claro que foi durante a necessidade, pois são em circunstâncias como essas que Deus trata conosco. Quando chegou a provisão enviada pelos filipenses, Paulo teve a vitória sobre a privação e a necessidade. Ele venceu as circunstâncias e aprendeu o contentamento com aquilo que passou.
Ele aprendeu que a sua alegria em Deus independe do que acontece do lado de fora (nas circunstâncias) e que ela deve estar presente em toda e qualquer situação. O apóstolo aprendeu também que não são as circunstâncias que devem reger os nossos sentimentos, mas sim a confiança no Deus da nossa vitória. Ele foi tratado pelo Senhor a ponto de se desapegar completamente das coisas materiais e viver contente pelo fato de que Deus é maior do que os nossos problemas e intervém neles. Paulo diz ainda que ele tinha experiência em todas as coisas, tanto na fartura e abundância, como na falta e escassez, mas que não importava qual o tipo de situação ele teria que enfrentar, pois ele podia todas as coisas Naquele que o fortalecia: Deus!
Vemos claramente que o “poder todas as coisas” não significa “não precisar passar por tribulações”, nem tampouco vencê-las tão imediatamente elas cheguem, mas suportá-las paciente e confiantemente, sabendo que a vitória do Senhor é certa e que ela chegará a tempo. O que as Escrituras Sagradas mais ensinam no que tange as coisas materiais é que devemos viver com contentamento. O nosso coração não deve ser aprisionado pela ganância, mas sustentado pelo contentamento. “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hebreus 13.5). O contentamento é o oposto do “amor ao dinheiro” (que outras versões bíblicas traduziram como “avareza”), o qual, por sua vez, é insaciável. Muitos dos nossos desvios de conduta originam-se na falta de contentamento.
Precisamos permitir que Deus reformule os nossos valores. O contentamento não inunda o nosso coração só por que fizemos uma oração nesse sentido. Este processo é desencadeado quando começamos a dar ouvidos ao que as Sagradas Escrituras dizem e meditarmos nos trechos bíblicos que tratam do assunto, decorando e proferindo-os. Além disso, orar continuamente a respeito não é demais, mas um bem mais que necessário.

 
Fotos: Internet
Pr. Luciano Subirá
Fonte: Lagoinha.com

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