A Sustentabilidade

sustentabilidade
O termo sustentabilidade está cada vez mais comum no cotidiano da sociedade. E veio para ficar! Precisamos parar de sustentar o que é insustentável, o modo de vida atual. Vivemos em uma aldeia global e mesmo com tantas mortes no planeta, não paramos de crescer. Em 1800, éramos 1 bilhão de habitantes, em 1900, 2 bilhões e, hoje, caminhamos para 7 bilhões. A perspectiva é que, em 2050, sejamos 11 bilhões de pessoas, consumindo recursos e vivendo no mesmo planeta. Portanto, precisamos preservá-lo também. Se não houver uma mudança de paradigma, que traga a responsabilidade para cada um de nós, em todos os seguimentos da sociedade, a “nossa casa” não vai ficar apenas pequena, ficará insustentável.

Originalmente, a sustentabilidade foi concebida para ajudar no equilíbrio saudável entre o ser humano e o meio ambiente. E começou a ganhar visibilidade e ser discutida por iniciativas da ONU (Organização das Nações Unidas) e de ONG´s no início da década de 70, porém há alguns anos começou a ganhar uma definição mais completa. Antes se referia, mais diretamente, ao consumo sustentável e responsável dos recursos esgotáveis do planeta e a relação do homem com o meio ambiente e todos os ecossistemas naturais. Esse conceito é correto e continua evoluindo, todavia, hoje, entende-se que uma sociedade sustentável é algo bem mais amplo, e deve ser aquela que valoriza o ser humano e o ambiente onde ele vive de forma integral, inclusive no desenvolvimento sustentável.
Não existe floresta segura com miséria, injustiça e violência nas cidades. Daí nasceu o conceito de ética da sustentabilidade, do cuidado, da transparência, da compaixão, da unidade e da cooperação entre as pessoas, formando uma grande corrente do bem para vencer o mal, como disse o apóstolo Pedro em sua carta: “Afaste-se do mal e faça o bem” (1 Pedro 3.11). Cuidar do planeta é cuidar da vida no planeta, das pessoas do planeta. Entende-se que para algo ter sustentabilidade precisa ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Isso realmente só acontece quando observamos um princípio básico do Cristianismo: “amar ao seu próximo, como você ama a si mesmo” e quando olhamos o bem comum, antes dos nossos interesses pessoais.
Quando vivemos em rede, as partes afetam o todo e o todo afeta as partes, tudo está interligado e relacionado. A sociedade pós-moderna, que ainda insiste em ser consumista, hedonista, individualista e egocêntrica, não consegue doar e somente sabe receber e usufruir. Precisamos, definitivamente, derrotar esse pensamento individualista, passando a viver a ética do cuidado coletivo, do contrário, nos autodestruiremos. Ao repartir e pensar no outro com altruísmo, vencemos a tirania do receber e passamos a viver para além de nós mesmos!
No entanto, esta ética não é uma ética de regras, hierarquia e comandos. Mas é um movimento livre e solidário. É algo que busca o desenvolvimento do próximo, numa visão sistêmica de todas as partes envolvidas da sociedade e que visa o bem comum e valoriza o que temos de mais precioso: a vida humana. Sem deixar a realidade capitalista que nos cerca, esta visão será mais econômica e lucrativa para todos os seguimentos da sociedade, ou seja, dentro desta perspectiva todos ganhamos.
Todos nós vivemos em rede. O que fizermos de positivo ou negativo gerará impacto na vida dos outros. Ainda há um outro princípio biológico, e utilizado por Cristo, que diz que sempre vamos colher o que semeamos. Por isso, enquanto temos tempo de rever os danos já causados ao mundo, devemos ampliar esta rede de sustentabilidade integral, tendo a vida humana como centro. Não podemos querer defender a causa da floresta, da água e da baleia cinzenta e ignorar a fome, a violência e a miséria que oprimem as nossas grandes cidades brasileiras.
O consultor Marcelo Abrantes afirmou: “Não podemos ter um meio ambiente equilibrado com pessoas desequilibradas”.
Concluo com a palavra do Mestre Jesus Cristo que disse: “[...] eu vim para que todos tenham vida; e a tenham com abundância” (João 10.10). Ele viveu e nos deixou o legado de uma sustentabilidade integral de forma muito simples, portanto, não estamos falando de algo novo. Precisamos apenas da decisão para praticar, para que o convite de Deus, no Salmos 150.6, seja aceito por todos os seres vivos da Terra: “Tudo o que tem vida, louve ao Senhor”, isso é humano, animal e vegetal. Toda Terra e Sua criação, juntos louvem ao Senhor!
Viva uma vida plena, uma vida com propósitos, sem se esquecer que esse é um legado divino deixado para todos e não apenas para alguns, porque nenhum interesse pessoal pode estar acima da vida social e comunitária. Diante dessa realidade, vamos seguir juntos unidos “por uma vida melhor”.

Por Carlito Paes
Fonte: Lagoinha.com

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