VIDA

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Por que muitas pessoas não gostam de falar sobre a realidade da morte? Será que é pelo fato de não terem certeza da vida após ela? Todas as grandes religiões ensinam sobre a esperança da vida após a morte, todavia, apenas o Cristianismo nos apresenta detalhes, segurança e clareza sobre isso. Deus enviou Seu único filho para abrir este caminho para todos os homens. A Bíblia não se esquiva de abordar também esta realidade, inclusive em um texto escrito pelo homem mais sábio que já viveu entre nós: “É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!” (Eclesiastes 7.2).

Desculpe a franqueza, mas você vai morrer qualquer dia desses, goste você ou não desta notícia. Você tem pensado nisso? Pode ser daqui há 40 anos, 30, 20, 10… 3, 2, 1… Pode ser hoje ainda! Não quero ser profeta do caos, muito menos ser negativo e pessimista; porém, não pensar e se preparar para morte em vida é uma infantilidade. O fato é, já estamos em contagem regressiva. Eu, você, todo mundo. Essa percepção já poderia despertar bilhões de terabytes de reflexões. Sim, é verdade, a brevidade da vida nos faz refletir. Não foram poucos os filósofos, xamãs, sacerdotes, cientistas e, tantos outros, que tentaram compreender esse fenômeno. Mas no tocante a esse assunto, compreender não faz a mínima diferença, o que importa é que você um dia vai morrer.
Sua vida na Terra é breve, curta e temporária. A pergunta que devemos nos fazer é: “O que eu posso fazer com relação a isso?”. Honestamente, nada! Tudo o que você pode fazer é esperar pacientemente o dia em que vai vencer o prazo de validade do seu corpo e ele vai desabar no chão. Não se preocupe, você não sentirá a dor desse tombo, pois estará morto. Você pode tomar todas as precauções que puder, todos os remédios disponíveis e até enriquecer as academias de ginásticas para prolongar sua vida. Conscientize-se, a morte vem aí.
Sinceramente, não estou nem um pouco preocupado com esse fato. E por uma simples razão, Jesus também não estava. Como assim? Ora, pense bem, quantas vezes na Bíblia você vê Jesus preocupado com o fato de que iria morrer? A resposta é nenhuma. Simplesmente por que o Messias não dava a mínima para a morte. Suas atenções estavam todas voltadas para o que faria antes de a morte chegar – pois Ele sabia que o que faria antes ecoaria por toda a eternidade. Ele enxergava a morte como inevitável, necessária e uma simples porta para a eternidade. Você deve entender porque está aqui na Terra. Precisa viver os propósitos da sua existência e, assim, se preparar para a próxima etapa da sua vida, esta sim, será eterna. Alguns podem dizer: “Ah, mas Jesus chorou na sepultura de Lázaro!”. O choro Dele se deu por compaixão pelo sofrimento dos que ali estavam e não pela morte em si do amigo – até por que, vamos lembrar, Ele sabia que em poucos minutos Lázaro estaria vivo de novo. “Ah, mas Ele suou gotas de sangue enquanto esperava o início de sua Paixão”. Sim, mas não pelo fato de que iria morrer, mas por que como homem, antevia o sofrimento. Eu não gosto de sofrer, você também não e por que acharíamos que Jesus gostaria? Tudo nos leva a crer que Jesus detestava sofrer, tanto que pediu ao Pai que, se possível, afastasse Dele aquele cálice. Como carpinteiro, Ele deve ter dado algumas marteladas no dedão ao longo da vida e não o imagino cantando salmos espirituais nessas horas. Jesus entristeceu-se por saber que sofreria, embora, soubesse que era necessário. Mas não por que morreria. Jesus não se preocupou com a morte.
Em Marcos 10.32-34, por exemplo, presenciamos um diálogo Dele com Seus discípulos: “Novamente ele chamou à parte os Doze e lhes disse o que haveria de lhe acontecer: ‘Estamos subindo para Jerusalém e o Filho do homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios que zombarão dele, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão”. Repare uma coisa, que em geral passa despercebida, numa leitura mais superficial e irrefletida dessa passagem: a placidez com que Cristo descreve a terrível maneira como enfrentaria o fim de Sua vida. Se fosse eu, estaria desesperado, correria de um lado para o outro, ligaria para amigos influentes, tomaria calmantes, tentaria fugir do país. Mas Jesus não. E por uma única razão, explicitada na frase que o Cordeiro de Deus diz logo em seguida, no mesmo versículo: “Três dias depois ele ressuscitará”. Jesus sabia que Sua morte era um evento momentâneo e passageiro.
João 12.23-25 também nos mostra Jesus com uma clareza e uma tranquilidade ímpares com relação à certeza de sua morte. Ouça Suas palavras, “Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem. Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna”. Que palavras lindas e profundas! Jesus sabia da normalidade da vida terrena. É claro que nosso instinto de sobrevivência não nos permite pensar exatamente como Jesus neste sentido, queremos viver mais. Mas, racionalmente, apenas lendo essas palavras temos uma nova perspectiva. Até por que a Bíblia deixa claro que depois da cortina que separa esta vida do porvir há algo espantoso. Paulo fala sobre isso em 1 Coríntios 2.9: “Todavia, como está Escrito: Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam”. E que coisas seriam essas? Acredite, são coisas que nos deixarão felizes. Muito felizes! Espere, não passe direto pelo que estou dizendo. Pare um pouco, reflita sobre isso. Pense na sua vida, morte e nas palavras de Jesus. Pense sobre tudo isso e sobre sua beleza. Vivemos nossas vidas com um único objetivo: de sermos felizes! E é e-xa-ta-men-te isso o que a Bíblia nos promete na eternidade: felicidade. Repare nas palavras escolhidas a dedo pelo apóstolo João, inspirado pelo Espírito Santo, que em Apocalipse 19.9 escancara que são “Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro!”. E em Apocalipse 20.6 diz: “Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo”.
Agora, você pode até viver sem Jesus em sua vida na Terra. Viverá de forma incompleta, mas vai viver. O problema será viver sem Ele na eternidade. Existe uma promessa divina sobre a vida após a morte para quem morre com fé em Jesus. “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. O vencedor herdará tudo isto, e eu serei seu Deus e ele será meu filho” (Apocalipse 21.4,7). Eu sei que vou morrer. Mas, muito mais que isso, sei que vou viver eternamente! O meu desafio como cristão a cada dia é como conviver na Terra com pessoas que nunca viverão na eternidade com Deus. Que você não seja uma delas! Uma das tarefas mais importantes da vida na Terra é se preparar para a eternidade! Portanto, você não precisa viver pensando na morte, mas não pode viver apenas para a vida na Terra, como se a realidade da eternidade não existisse. Sua vida não termina aqui.

Fotos: Internet
Carlito Paes
Fonte: Lagoinha.com

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