Os abalos de Deus

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“Contribua de acordo com a sua renda, para que Deus não transforme sua renda de acordo com sua contribuição”. (Peter Marshal)
“Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem divinamente os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte, aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas farei abalar não só a terra, mas também o céu” (Hebreus 12.25,26)
Você já ouviu falar dos abalos de Deus? Eles são o modo como Deus faz com que as nossas vidas sejam sacudidas, para que as coisas abaláveis sejam removidas e as inabaláveis permaneçam. O escritor de Hebreus foi divinamente inspirado para falar deste assunto em Hebreus 12.25-29. A rebeldia dos que não dão ouvidos à voz divina será repreendida com abalos. Note que não estamos falando sobre Deus recompensar aos fiéis com os Seus abalos, e sim dos que rejeitam a voz de Deus, ou seja, a Sua Palavra. O salmista escreveu acerca disto: “Deus… tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril” (Salmo 68.6b).

O tratamento e a correção de Deus em nossas vidas vêm justamente às áreas as quais ainda não estamos correspondendo com o que Ele diz em Sua Palavra. A Bíblia fala claramente sobre Deus trazendo os Seus abalos. O texto fala de tremores de terra produzidos por terremotos. E, simbolicamente, mostra que as perdas não são oriundas apenas de um saquitel furado, mas de abalos que Deus traz sobre o Seu povo. Ageu foi a primeira voz profética que se levantou entre os israelitas depois do Exílio na Babilônia. A reconstrução do Templo fora interrompida e estava parada por 15 anos; o povo não se envolvia na retomada da restauração, dizendo que o tempo de reconstruir a Casa de Deus ainda não havia chegado.
Então o Senhor o enviou com uma mensagem de repreensão ao Seu povo, mostrando que, enquanto eles não se importassem com o estado da Sua Casa, Ele prosseguiria abalando a vida financeira deles: “Esperastes o muito, e eis que o muito veio a ser pouco, e este pouco, quando o trouxeste para casa, eu com um assopro o dissipei. Por quê? diz o Senhor dos Exércitos; por causa da minha casa, que permanece em ruínas, ao passo que cada um de vós corre por causa da própria casa. Por isso, os céus sobre vós retêm o seu orvalho, e a terra os seus frutos. Fiz vir a seca sobre a terra e sobre os montes; sobre o cereal, sobre o vinho, sobre o azeite e sobre o que a terra produz; como também sobre os homens, sobre os animais e sobre todo o trabalho das mãos” (Ageu 1.9-11).
É muito estranho vermos Deus dizendo que Ele fez com que o muito esperado se tornasse pouco na colheita do Seu povo, e ainda depois que Ele assoprou sobre o pouco, fazendo-o dissipar-se. Não combina com a atual mensagem de prosperidade o fato de Deus mandar os céus reterem o orvalho e a terra reter o seu fruto, nem tampouco Ele fazer vir à seca. Mas Deus fez tudo isto. Por quê? Porque é somente com Deus abalando as coisas naturais na vida do Seu povo que as coisas espirituais teriam o seu lugar. Eles só estavam pensando em si mesmos e haviam abandonado a restauração da Casa do Senhor, mas Deus conseguiu recuperar a atenção e o serviço deles de uma forma muito especial.
Quando o escritor de Hebreus escreveu sobre as coisas abaláveis que seriam removidas, ele também falou sobre as inabaláveis que permaneceriam, e então ele acrescentou que recebemos um reino inabalável. Ou seja, quando estamos sufocando as coisas espirituais por uma dedicação voltada somente ao que é natural, Deus pode fazer tremer o que é abalável, o natural, para que, caindo estas coisas, permaneça em nossas vidas somente o que é espiritual, e então a nossa reconstrução poderá começar a partir deste ponto. De nada adianta edificarmos somente para nós mesmos. Devemos edificar para o Senhor em nossas vidas, pois, quando os abalos de Deus vierem, só ficará de pé o que construímos para o Senhor, e o que é nosso, o que é humano, cairá. Em Lucas 14.28-30, Jesus assemelhou a vida cristã à edificação de uma torre, mostrando que também edificamos no plano espiritual.
Tenho percebido isto, não somente em minha vida e igreja, mas também em contato com muitas outras igrejas e pastores. É um fato! Tal qual nos dias de Ageu, quando nos esquecemos das coisas de Deus e queremos buscar somente as nossas, Deus não apenas deixa de ter um compromisso de nos abençoar, como também Ele pode nos julgar e disciplinar, uma vez que a responsabilidade de edificar o Reino de Deus é nossa.
Porém, quando agimos de forma correta e colocamos o Senhor em primeiro lugar, tudo muda. A bênção e a provisão divina fluem milagrosa e abundantemente. Por que Deus estava sacudindo as finanças do Seu povo naqueles dias depois do Exílio? Porque os israelitas haviam se tornado egoístas e descomprometidos com o Reino de Deus, e o propósito destes abalos era mudar a atitude do povo. Quando eles compreenderam que os abalos eram uma forma de Deus fazê-los voltar a investir em Sua Casa, eles se animaram a obedecê-Lo, fiados na promessa de que desta forma a prosperidade viria sobre eles.
Deus nunca está contra o Seu povo. Os abalos visavam corrigi-los e tratá-los, e não destruí-los. Tão logo voltaram a cumprir a vontade de Deus, eles foram abençoados. Quando somos abalados pelo tratamento divino, devemos corresponder em obediência e mudança de mente, de atitude. Ao obedecermos, a disciplina dará lugar à bênção. Embora Deus houvesse abalado a vida financeira deles, Ele o fez somente até que eles voltassem a priorizar o Reino de Deus. Ele abalou as coisas abaláveis, para que as inabaláveis permanecessem.
Talvez a sua vida esteja sendo abalada pelo Senhor, e você não sabe o que fazer; aliás, não há realmente nada a fazer quando os abalos divinos chegam, a não ser permanecermos firmes e reconstruirmos a partir do que sobrou. Deus quer mudar os nossos valores, levando-nos a colocar o Reino Dele em 1º lugar. E, quando o fazemos, o processo é invertido, e então Ele nos abençoa e nos leva à reconstrução de tudo o que ruiu; porém, com novos alicerces.
Portanto, se Deus estiver em primeiro lugar em nossas vidas, seremos abençoados, mas, se não dermos a Ele a primazia, seremos julgados com maldição. Já é hora de mudarmos a nossa postura quanto à questão de investirmos na obra do Senhor. Ele honra os que O honram, mas os que O desprezam, Ele também os desprezará! Escolha a mudança e já!

Pr. Luciano Subirá
Fonte: Lagoinha.com

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