Carência emocional

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Em nossos atendimentos conhecemos muitos homens e mulheres tão necessitados de “alguém” que em sua ansiedade de sanar essa carência se precipitam tomando decisões erradas, ou têm tanto medo de permanecerem sós para sempre, que preferem uma má companhia a ficarem sós; e, assim, acabam mais infelizes ainda, pois além de estarem sofrendo por ter um companheiro ruim, sempre terão alguém que não suprirá sua carência e continuam sozinhos.
Pessoas que não sabem suprir sua carência lembram aquela expressão de que não devemos ir ao supermercado fazer compras quando estamos com fome, pois assim compraríamos muito mais do que realmente nos falta. A mesma regra se aplica ao campo amoroso: quando nos sentimos carentes, e não sabemos lidar com isso, é comum embarcarmos em relacionamentos confusos ou falidos.

A carência emocional faz com que as pessoas sejam menos seletivas e acabam entrando às cegas em relacionamentos que se transformam em sofrimento, assim que termina a fase cativante da paixão. Uma pessoa excessivamente carente, via de regra, se torna presa fácil para fazer uma escolha errada, pois acaba se envolvendo com pessoas difíceis, ciumentas demais, exploradoras, insensíveis, desrespeitosas; e, com uma personalidade muito distante daquilo que gostariam ter ao seu lado. E, por medo da solidão, uma pessoa vítima de necessidade afetiva torna-se escrava da ilusão de que estar com alguém a salvará da sua carência. Na verdade, ela não consegue enxergar que continua esvaziada de afeto.
Cuidado! A carência faz você enxergar flores onde tem espinhos
Muitas pessoas iludidas acreditam que a melhor maneira de suprir suas necessidades afetivas é se relacionando com alguém. Não é à toa que existe muita gente que “não consegue ficar sozinha”. Existem várias outras fontes de afeto, por exemplo, vindas da família, amigos, igreja e colegas de trabalho e faculdade, mas a carência não permite reconhecer. Há uma cultura muito cruel, implantada em nossa sociedade, que, praticamente, exige que estejamos namorando ou casados, como se isso fosse a garantia de plenitude emocional, mas não é.
A carência emocional não se resolve quando você encontra alguém. A pessoa que sofre com a necessidade afetiva, quando encontra um parceiro (a) sua carência emocional, que antes se devia ao fato de estar sozinha, agora, se manifesta dentro da relação e, sem perceber, passa a mendigar amor e cobra uma excessiva atenção. Essa situação é altamente desgastante para os dois lados: para o (a) pretendente, que, por mais que se esforce nunca consegue supri-la, e, para a pessoa carente que continua sofrendo sentindo-se pouco amada. A carência numa relação amorosa é desgastante. Suga as forças do companheiro (a) e nunca satisfaz ao necessitado.
A verdade é que ninguém gosta de alguém carente, porque este torna-se extremamente dependente de outra pessoa para ser feliz. Isso dá ao outro lado da relação o fardo de fazer o companheiro feliz o tempo inteiro e, isso, é sufocante, penoso e sofrido. Resumindo: quem é carente não consegue manter relacionamentos com vida longa e isso faz piorar sua condição emocional.
Uma forma de tentar perceber seu nível de carência é por meio das suas conversas com seus principais círculos de amizade: se você é uma pessoa que cobra demais a presença dos amigos, faz esforço para chamar atenção das pessoas ou se sente rejeitado (a) com facilidade, procure ajuda. Esses sinais indicam de que algo na sua vida está incompleto e isso reflete uma carência sem limites.
No próximo artigo falaremos sobre algumas atitudes para auxiliá-lo quanto a carência.

Fotos: Internet
Fonte: http://www.lagoinha.com/ 

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