Perdoar é possível

Perdão
Não sei se você pensa igual a mim, mas não vejo o ato de perdoar como uma tarefa fácil. Pensamos até em nos livrar da mágoa, e, mais do que depressa, reverter a situação que parece nos sufocar. Mas colocar a ação em prática é outra questão, que exige uma disposição do nosso coração, que nem sempre está tão disposto assim.
Começamos a lembrar daquela agressão, física ou verbal, que machucou e deixou cicatrizes emocionais; daquela promessa que foi assumida; porém, não concretizada; daquele momento que você considerava tão importante, principalmente se certa pessoa estivesse ao seu lado e, ela, simplesmente não compareceu e nem mesmo se justificou… E o que dizer quando alguém mata um ente familiar que você tanto amava e considerava importante em sua vida? Nessa situação, penso que o perdão é algo ainda mais difícil de realizar. Acredito que o desejo de vingança e de justiça seja bem maior do que qualquer outro sentimento, e que a vontade do ofendido seja somente que o ofensor carregue o peso do crime cometido pelo resto de sua vida como uma mácula que jamais o fará voltar a ter paz.

No entanto, no último mês, ao olhar os meios de comunicação, uma notícia me chamou atenção. A senhora Samereh Alinejad salvou da forca, segundo antes da execução, o assassino de seu filho. Ela foi até o criminoso, lhe deu um tapa na cara e retirou a corda de seu pescoço. Segundo o marido, Alinejad agiu dessa forma após ter um sonho com o filho assassinado. No sonho, o filho morto dizia estar em bom lugar e solicitava que a família não se vingasse por sua morte.
Após perdoar o acusado, chamado Balal, que havia sido condenado há sete anos por ter esfaqueado e matado Abdollah Hosseinzadeh Jnr, de 18 anos, durante uma briga de rua, a senhora também foi recebida pela mãe do criminoso que a abraçou e agradeceu por ter salvado a vida de seu filho.
Por meio dessa notícia pude perceber que o perdão (como já disse não o vejo como uma tarefa fácil) é possível ser concedido. E, ainda que tenhamos vários motivos para permanecermos na posição de ofendidos, podemos não apenas refletir sobre esse tão precioso ensinamento de Cristo, mas também colocá-lo em prática, se livrar da mágoa e fazer desse ato um grande aprendizado.
Pois, se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não perdoará as ofensas de vocês (Mateus 6.14-15).

Fonte: Extra – Globo.com
Foto: AFP/ Internet
Por Cristiane Soares

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