Perdoa-nos

perdoanos
“E perdoa-nos as nossas dívidas (…)” (Mt 6.12a)
Desde que Adão e Eva desobedeceram ao Senhor, tendo experimentado do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, começaram uma fuga da presença de Deus por causa da culpa. Adão e Eva perceberam sua nudez e se esconderam entre as árvores do jardim. Eles fizeram para si aventais de folhas de figueira, folhas largas, mas que não duravam muito tempo e seu contato com a pele humana não era confortável. Ao entardecer, então Deus, como sempre fazia, na viração de cada dia, foi ao encontro marcado com o casal. O Senhor caminhava pelo jardim e chamou: “Adão! Onde estás?” e Adão respondeu: “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (Gn 3.10). Adão e Eva perceberam imediatamente que estavam totalmente desprotegidos e envergonhados, então se esconderam da presença de Deus, com medo da condenação.

O pecado traz vergonha, mesmo que a pessoa tente dissimular e fingir que nada aconteceu. A reação do homem quando peca é sempre esta: medo, fuga e a busca por esconder-se. Lembro-me quando nossos filhos eram pequeninos e brincávamos de “esconde-esconde”. Era fácil ver onde eles estavam, mas nós fingíamos que não os víamos dizendo: “Onde é que eles estão? Onde se esconderam?” E as crianças ficavam em ansiosa expectativa até nos ouvir dizer: “Ah, achamos!”. Não é assim também que adultos fazem até hoje com Deus? Pecam e tentam esconder-se do Senhor. Pensam que estão seguros, escondidos em suas filosofias, suas tentativas de “curtir a vida”, o prazer passageiro do pecado, e pensam que nunca serão encontrados pelo Criador. Ingenuidade tola como a das crianças, escondendo-se dos pais.
O pecado tem apenas um caminho para ser resolvido: arrependimento e confissão diante da misericórdia do Pai Celestial. E foi o próprio Deus que veio em busca do pecador. Assim como as ovelhas que não sabem o caminho de volta para casa, Adão, representando toda a raça humana, também precisava que o “Supremo ” o levasse de volta à comunhão. Deus ensinou, no Éden, o caminho de retorno à felicidade, à santidade: o arrependimento e o perdão! A doce alegria da comunhão com o Pai Celestial custaria um alto preço: o sangue inocente de seu Filho, vertido em lugar do pecador, levando a nossa culpa para trazer o perdão (Jo 3.16). Um animal foi sacrificado no Éden para cobrir a nudez que o pecado trouxera (Gn 3.21). Adão e Eva foram vestidos por Deus, recebendo a cobertura e proteção para não mais esconder-se, mas retornar à amizade, ao convívio salutar com o Pai Celestial. A obra de Cristo no Calvário nos trouxe vestes de salvação, nos cobriu com a justiça de Cristo, aleluia!
Querido irmão, em nossa jornada, ainda estamos sujeitos a pecar. Sabemos que o pecado traz somente desgosto, condenação, culpa e separação de Deus, mas o perdão divino em Cristo nos reconcilia com os céus e com o próximo, aqui na Terra. Portanto, não aceite o jugo da culpa, mas receba o perdão divino agora mesmo. Tenha o coração limpo e puro agora mesmo. Reconcilie-se com seu irmão agora mesmo, e desfrute do gozo da comunhão com os céus, com a terra, a verdadeira vida que Deus planejou para nós, pois foi assim que Ele nos ensinou a orar: “E perdoa- nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12).

Fotos: Internet
Por Ângela Valadão Cintra
Fonte: lagoinha.com

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