O Comportamento do Evangelista nos Hospitais

Ao ir a um hospital com o propósito de evangelizar, observe as seguintes sugestões: 

1. Seja breve 

É preferível que o enfermo peça para você voltar ou ficar mais um pouco, a ficar cansado de sua presença e agradecer a Deus por sua partida. 

2. Saiba ouvir 

Muitas vezes o paciente quer falar alguma coisa. Ele pode querer compartilhar alguma necessidade não apenas física, mas psicológica, moral ou espiritual. 
Ouça-o. 

3. Não dê palpites médicos 

Mesmo que você seja médico ou enfermeiro, não estará ali naquele instante como tal; quanto mais não sendo um profissional da área médica. Mesmo que o paciente lhe peça uma opinião sobre como proceder à luz de seus estado clínico, não se aventure a sugerir-lhe coisa alguma. Oriente-o sempre a conversar com o médico dele sobre o assunto. 

4. Não faça promessa de cura 

Nem sempre Deus cura. Deus pode curar, mas há exemplos na Bíblia de pessoas piedosas com enfermidades que não foram curadas. O Apóstolo Paulo tinha um espinho na carne (II Cor 12:7-10); O pastor Timóteo tinha problemas de estômago e freqüentes enfermidades (I Tm 5:23); O pastor da Igreja de 
Filipos, Epafrodito, andava doente, quase à morte (Fl 2:25-27); e Paulo acabou deixando o companheiro Trófimo doente em Mileto (II Tm 4:20). 

Porque razão esses homens piedosos e dedicados não foram curados de suas enfermidades? É difícil responder, porém, uma das possíveis respostas é esta: A cura não é o fim último de Deus. Muitas vezes Deus pode ter um propósito especial com a enfermidade, e sua cura atrapalharia tal propósito (II Cor 12:7-
9; João 11:14,15; 9:1-3; Sal 119:67,71; Hb 5:8). Nem sempre Deus cura, a despeito da fé daquele que ora ou do doente. 

5. Deus não é sádico 

Isto quer dizer que, a despeito de Deus poder usar uma enfermidade para nos ensinar alguma lição, ele não tem prazer no sofrimento do homem. Ele veio trazer vida, e vida abundante. 

6. Deus usa os médicos e todos os demais recursos da medicina 

A Bíblia ensina isso. Paulo tinha ao seu lado o médico Lucas, por causa de suas enfermidades (Cl 4:14; II Tm 4:11; Fl 24) Jesus, ao contar a parábola do bom samaritano, fala-nos de como Ele usou os recursos medicinais da época (Luc 10:33,34). 

7. Ore pelo enfermo 

Ore com fé. Peça a Deus que o cure, se for essa a vontade dEle. Mas, peça também a Deus para consolá-lo, confortá-lo e salvá-lo pela fé em Cristo Jesus.

-Leia a Bíblia com ele. Evite proceder como os amigos de Jó.

-Não procure relacionar a enfermidade com algum pecado. Selecione alguns textos para serem usados no hospital, mas não leia todos para um só enfermo.
-Há textos maravilhosos na Bíblia: Salmos 20; 23; 27; 32; 42; 46; Isaias 53; Jeremias 33:3; Mateus 6:34; 11:28-30; João 14:1-6; Romanos 5:1-8; 8:18-28; 8:31-39; etc. Você pode encontrar muitos outros textos. 

8. Não queira fazer tudo numa visita apenas 

Muitas vezes a primeira visita serve apenas para criar um elo entre o evangelista e o enfermo. Não se precipite. Creia que o Espírito Santo de Deus estará agindo enquanto você trabalhar com o enfermo como um evangelista. 

 Conclusão 

A visita de evangelização nos hospitais deve visar realmente ajudar o enfermo, tendo em vista seu estado físico, emocional e espiritual. 

Normalmente os enfermos são receptivos à Palavra de Deus e à oração. Não obstante, seja prudente, tenha tato. Não leve o enfermo ao enfado. Não se esqueça que você deseja o bem do paciente, e não um simples desencargo de consciência. 

Respeite as normas dos hospitais. Prepare-se com antecedência. Escolha um texto bíblico previamente. Se puder, leve para o enfermo alguma literatura da igreja, com o carimbo contendo endereço, horário de culto e telefone. Não fique ansioso por frutos imediatos e visíveis. Não se esqueça que um é o que planta, 
outro o que sega, mas Deus é quem dá o crescimento (I Cor 3:6-8). 

PARA REFLETIR 

Dez mandamentos de ternura e compreensão: 
1. Dê-lhe atenção. 
2. Faça-o sentir-se à vontade e confortável. 
3. Alegre-se com ele nos seus pequenos sucessos. 
4. Escute-o com atenção e envolva-o nas conversas familiares. 
5. Partilhe o seu tempo com ele. 
6. Elogie-o. 
7. Compreenda-o, pondo-se no seu lugar. 
8. Seja seu companheiro. 
9. Estimule-o nos seus projetos. 
10. Incuta-lhe esperança. 

Fonte: http://www.projeto-timoteo.org/

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