Estresse tóxico: doença infantil do século 21

O tema preocupa. Agendas diárias de crianças, cheias de compromissos, estão gerando pequenos estressados e comprometendo seu desenvolvimento. Por isso, você, que atua junto a elas e aos pais, precisa ficar atento e ajudar a combater essa nova forma do estresse.

A matéria sobre o tema foi publicada na revista Época, no final de março.
Os pais estão cada vez mais preocupados com a formação de seus filhos, antevendo os obstáculos que irão encontrar no futuro, especialmente no mundo do trabalho, muitos pequenos têm uma agenda de compromissos de tirar o fôlego de qualquer adulto: natação, inglês, equitação, tênis, futebol.

Pode até ser que fiquem mais “preparados”, mas, ainda na infância, estão se tornando crianças estressadas e as consequências disso, no médio e curto prazo, não valem a pena. Para se ter uma ideia, o estresse infantil já é considerado um problema de saúde pública.

A matéria da Época traz o depoimento do psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância, que diz: “Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada.”
Os especialistas afirmam que essa exposição a uma rotina tão cheia pode transformar as crianças em adultos com propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão. É mesmo preocupante!
Há um estudo, da pesquisadora Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), realizado com 220 crianças, entre 7 e 12 anos, que revelou oito em dez casos em que os pais foram atrás de ajuda profissional por causa da alteração de comportamento de seus filhos.
Mas, vale ressaltar, que o estresse faz parte da vida. O problema é como ele é vivenciado e por quanto tempo. Os cientistas do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, classificam o estresse em três tipos:

*Estresse positivo: há pouca elevação dos hormônios e se manifesta por pouco tempo.
*Estresse tolerável: caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornado quando a criança recebe ajuda.
*Estresse tóxico: este sim é o mais perigoso, porque tem efeito prolongado no organismo associado à falta de suporte à criança.
Certos acontecimentos corriqueiros são os principais desencadeadores do estresse tóxico: frustração ou aflição frequentes, como brigas na escola ou na família, crítica e a desaprovação dos pais, excesso de atividades e o bullying.

ALGUNS SINTOMAS DE ESTRESSE EM CRIANÇAS: dores de cabeça e abdominais, pesadelos, voltar a fazer xixi na cama e a chupar o dedo, crises de asma, alergias, déficit de atenção ou hiperatividade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), dentre outros.

VAMOS FICAR ATENTOS NOS NOSSOS PEQUENOS E LEMBRAR SEMPRE, PRECISAMOS PREPARA-LOS PARA O FUTURO SIM, MAS TEMOS QUE DEIXA-LOS SER CRIANÇAS E CURTIR ESSA FASE TÃO GOSTOSA DA VIDA… TERÃO TEMPO SUFICIENTE PARA COMPROMISSOS E OBRIGAÇÕES.

Fonte: http://getsemani.com.br/

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