Qual é o seu pecado?

“Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (1 Co 11.31).
Dias atrás assistia a um programa cujo tema principal foi relacionado aos “7 pecados capitais”. Durante a programação, a apresentadora perguntava aos entrevistados qual era o pecado capital deles. O engraçado é que havia cinco entrevistados, e as respostas eram quase as mesmas: “preguiça”, dizia um, “gula”, respondia outro convidado. Não houve nenhuma resposta como inveja, cobiça ou algo do gênero. Porque é mais aceitável socialmente dizer que se tem gula, do que inveja. Todo mundo aceita um “guloso”, mas um invejoso não, isso é inaceitável!

Todo esse discurso televisivo me fez pensar em mim. É fácil olhar para o outro e dizer um monte de coisas, mas se fosse eu a entrevistada será que diria algo que fizesse a minha imagem parecer errada? Então cheguei à conclusão que não é muito fácil reconhecer para o outro e até para nós mesmos as mazelas interiores. Em uma discussão, ninguém quer reconhecer o erro. Todo mundo quer vencer. Que ter a razão de estar certo, pensar certo e tomar as decisões certas. Olhar para si e notar que a culpa de toda a bagunça é simplesmente sua não é uma tarefa tão doce.
Talvez confessar as falhas seja tão trabalhoso, porque exige de nós algo que estamos desacostumados a fazer: ser humilde o suficiente para admitir que erramos. Reconhecer a imperfeição é elevar o próximo e diminuir. Contudo, ninguém deseja diminuir, ninguém quer se autoavaliar, queremos é julgar o outro e dizer como fulano só quer dinheiro, que sicrano só deseja aparecer, mas e você? Qual é o seu pecado?
É como Paulo disse sabiamente aos Coríntios, se julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados e tudo a nossa volta seria muito melhor.

Por Érica Fernandes.

Fonte: lagoinha.com

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