Coragem para construir o amanhã

O Brasil tem:
16,2 milhões de miseráveis
Entre os extremamente pobres, o analfabetismo chega a 22%
A cada 3 assassinatos, 2 são de negros
1,9 milhões de jovens foram vítimas de mortes violentas entre 1996 e 2010
6 mil mulheres morrem anualmente vítimas de violência doméstica.

A Bíblia nos conta a história de um grande general chamado Naamã. Ele era o poderoso capitão do exército do rei da Síria, um grande homem e de muito respeito diante do seu rei. Preferido da majestade, comandante de grandes batalhas, invencível diante do inimigo. Por meio de Naamã o Senhor dera livramento aos sírios. Esse homem era considerado herói valoroso, mas quando tirava sua couraça de guerra, roupas, luvas e máscara sua fraqueza era revelada: era completamente leproso. Valoroso, porém leproso. Foi curado quando deixou sua zona de conforto, quando abriu mão de seu orgulho, ao obedecer à ordem do profeta Eliseu, e se banhar por sete vezes no rio Jordão (2 Reis 5).
O Brasil é um país de muitos atributos e riquezas, considerado como a sexta maior economia do mundo, possui o maior rebanho bovino do planeta, é o maior produtor mundial de vários alimentos como aves, grãos, laranja, café; um dos maiores parques industriais e o maior produtor de minério de ferro no mundo. Mas quando retiramos certas máscaras e olhamos para dentro da nossa nação, descobrimos outro Brasil e bem doente. O Ministério do Desenvolvimento Social informou que o Brasil tem 16,2 milhões de miseráveis e, entre os extremamente pobres, o índice de analfabetismo chega a 22% nas cidades e a 30,3% nas zonas rurais. Uma recente análise do Instituto de Pesquisa Econômica (IPEA) apontou uma triste realidade no Brasil; a cada três assassinatos no país, dois vitimam negros.
Nosso país, segundo o pesquisador Daniel Cerqueira, autor do estudo: “Custo da Juventude Perdida no Brasil”, 1,9 milhões de jovens foram vítimas de morte violenta (homicídios, acidentes e suicídio) entre 1996 e 2010. Algo em torno de 120.000 jovens por ano. Outro número que assusta é a violência doméstica contra as mulheres, 6.000 morrem todos os anos, além disso, o Brasil possui a quarta maior população carcerária do planeta.
No livro Guerra Civil: Estado e Trauma – Luis Mir descreve: “O Brasil é o paraíso dos deserdados e de uma memória histórica trágica. Começamos com o genocídio de índios, evoluímos para o massacre e exploração escravocrata, ascendemos ao republicanismo com segregação territorial e econômica e alcançamos o extremismo étnico e o apartheid com a modernidade. Uma estrada de horrores. Uma terra de exploração e não de povoamento e de desenvolvimento, gerando uma separação econômica absurda, segregação étnica e o descarte social. Uma civilização que nunca teve uma fundação ética e avanço social como premissas, mas como alicerce, um regime e economia escravocratas, com a ocupação do território por meio de capitanias hereditárias. Violência e descriminalização em guetos irreconciliáveis. O apartheid econômico e social. Primeiro como escravos, depois como segregados. A desintegração da etnia afro-brasileira, seu atraso econômico e social e sua hostilização pelo atual sistema tem um efeito imensurável sobre o pais. O que sabemos é que enquanto isso perdurar, não haverá nenhum tipo de paz ou trégua.”
Precisamos urgentemente de um pacto social, de ir além do que apenas sair de nossa zona de conforto. É necessário nos sacrificarmos para vencer o nosso orgulho, como o general Naamã fez. Precisamos de liderança para juntos buscarmos a paz social e a cura para o Brasil. O presidente Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura nos Estados Unidos, certa vez disse: “O povo pode sofrer incríveis sacrifícios e ainda se unir”. Em 2 Crônicas 7.14 está escrito: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. Precisamos obedecer à voz de Deus, verdadeiramente nos humilhar e orar, pedir a Deus perdão pelo que já foi feito no Brasil, nos arrependermos de tudo o que já passou e mudarmos nossas atitudes. Não podemos mudar o passado, mas temos que ter a coragem de construir um novo amanhã.

Pr. Fernando Borja.

Fonte: lagoinha.com

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