Por uma questão de obediência

Disse Jesus: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28.19-20).
Você sabia que as palavras de ordem de Jesus, citadas acima, foram dadas aos Seus discípulos após sua ressurreição? Isso é, devido à grande importância dessas palavras, Ele mesmo retornou a terra para deixar esta mensagem aos Seus seguidores! Em nossa comunidade de fé, todos já aprendemos que recebemos de nosso Mestre Jesus uma missão global a realizar. Seja de forma pessoal e por meio de cada igreja cristã local, precisamos cumprir esse chamado. Todos fomos chamados para essa missão, independentemente da idade, profissão, sexo e grau de escolaridade. Questiono: Por que será que, ainda assim, existem pastores, irmãos e líderes, cristãos que mantém em seus ministérios uma visão apenas local, limitada e religiosa? Muitos estão voltados apenas para as demandas eclesiásticas, pessoais e familiares. A igreja, entretanto, não é um clube cristão!

Jesus foi claro e contundente em Suas palavras quando declarou que o campo está branco para a colheita, e ainda, que a seara é grande e poucos são os dispostos à tarefa da colheita (Lucas 10.1-2). É necessário frisar que Ele não nos deixou um conselho ou uma sugestão, mas nos deu uma ordem; comissionou-nos para uma missão global de risco que se inicia de forma pessoal, depois se estende ao local, chegando ao plano nacional e ao global. Como bons servos, o que devemos dar como resposta é apenas o cumprimento dessas palavras, ou seja, a obediência irrestrita e incondicional a essa ordem. Do contrário, estaremos nos omitindo ou desprezando Sua Palavra, o que significa que estaremos em pecado de desobediência e rebelião, de forma consciente ou não. Nessa comunidade, decidimos pela obediência à Grande Comissão.
Sem fazer julgamentos inconsequentes, mas profeticamente apontando a realidade, hoje observamos muitas igrejas evangélicas que se posicionaram em extremos. Algumas, de um lado, infelizmente se julgam melhores ou superiores do que outras, e em vez de irem ao mundo pescar e correr os riscos da pesca em mar aberto, limitam-se apenas a receberem “peixes” amargurados em seus aquários. Isso não se refere à colheita que Jesus nos ensinou, pelo contrário, está mais para clube social cristão. Outras igrejas, em outro extremo, têm em sua pregação unicamente a cura física e a prosperidade financeira; fatos que acontecem; porém, que não são o centro do evangelho e da missão da igreja.
Precisamos estar atentos e nos cuidar, pois atualmente igrejas podem se transformar em “supermercados da fé”. Não podemos ignorar ou desprezar a Grande Comissão dada pelo nosso Senhor Jesus em detrimento de nossos gostos, preferências ou de uma agenda lotada. Recuso-me a ser um pastor e líder de uma igreja voltada para si, pois vamos prestar contas da nossa mordomia. Tenho fé de que vou prestar contas diante de Deus de um grande rebanho composto por grandes servos de Deus, gente da Palavra, da oração e da prática.
Gente corajosa, amorosa, abnegada na sua missão de forma pessoal, local e global, um povo destemido, de fé e amor, uma igreja que se importou com a dor e as mazelas das pessoas. Um povo que acredita no mover sobrenatural da fé, que tem o real poder de Deus sobre suas vidas, para serem agentes de milagres e transformação de vidas. Uma igreja saudável dirigida pelos eternos propósitos de Deus, missionária, que permanece em Cristo, que vive e celebra sua recuperação dia após dia, na dependência do Espírito Santo.
Uma igreja peregrina, contextualizada, que vive em obediência à Palavra do Senhor. Já passamos do tempo de ter apenas ovelhas tradicionalistas acomodadas aos seus costumes. Por outro lado, que também o Senhor nos livre de sermos um rebanho consumista das bênçãos de Deus, que deseja apenas receber, que vão à igreja apenas para saber da última notícia de poder, e que se esquece de que a vida cristã está mais relacionada ao dar do que com ao receber: “Há maior felicidade em dar do que em receber” (Atos 20.35).
Vamos prosseguir em ser uma igreja com uma visão local e global, cumprindo o Grande Mandamento e a Grande Comissão em todos os lugares.

Carlito Paes.

Fonte: lagoinha.com

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