Vale tudo pela audiência

Na busca de serem cada vez mais polêmicos, vídeos zombam de tudo o que for considerado sagrado em qualquer religião.
Recentemente, a Internet tem veiculado alguns vídeos que pretendem oferecer uma nova forma de fazer humor. Uma forma sem compromisso com nada ou com ninguém, inclusive sem o compromisso de fazer você rir, o que os tornam mais interessantes. Entre tantos, os mais populares são os do canal Porta dos Fundos e Parafernália, eles são os “MMA” da sátira.

Com a “brilhante” ideia de ridicularizar tudo, descobriu-se outra categoria que vem ganhando mais ibope, a religião. Na busca de serem cada vez mais polêmicos, esses vídeos zombam de tudo o que for considerado sagrado em qualquer religião.

Muitos cristãos veem como absurdo e querem levantar movimentos em defesa da fé e de Deus, como se essa defesa fosse parte do bendito comissionamento (At 1.8).

Não acho que fomos chamados para enfrentar as provocações ou profanações de gente que não conhece o que conhecemos. Que não foram alcançadas pelo que nos atingiu. Que não provaram o amor que nós experimentamos.

Não. Não acho.

Creio que somos um outro tipo de gente, que entendeu o seu lugar no mundo como portadores da luz, não a própria luz! 

Que não está aqui para julgar o mundo, mas para tentar salvá-lo (Jo 12.47).

A fé cristã e seus dogmas sempre foram cassados na história e isso só fez bem pra ela. Já tentaram nos calar com leões, fogueira, prisões, surras... não deu certo. Com políticas corruptas, dinheiro, falsas visões, poder... não deu certo.

Não acho que o pessoal do Porta dos Fundos sejam uma ameaça a nossa crença. Para mim, existe algo muito mais poderoso e maligno que quer arrebentar a igreja:

A popularização do evangelho, o acesso à mídia, a visibilidade, os números de mercado, mega templos, mega shows, mega bandas, jatinhos, mansões.

Essas coisas são verdadeiros dardos inflamados que querem adormecer nossa esperança e despertar nossa ganância, de forma a transformar o temporal em eterno. O que era para ser passageiro, transitório, peregrino, por enquanto... tornou-se a maior razão da nossa fé e, por isso, nossas reuniões se tornaram sofisticadas demais e já não aceitamos o simples.

Minha oração é para que Deus nos livre de confundir nossos inimigos e achar que devemos ser intolerantes com aqueles para quem fomos chamados a servir, amar e apresentar o reino.
  
- Eduardo Lucena
Fonte: www.guiame.com.br

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